Entrevista - Jorge Petiz e o balanço da S. Conrado |
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O nome "Petiz"
faz parte das listas de inscritos e do topo das classsificações do nacional de
velocidade há muitos anos, graças aos irmãos Alcides e Jorge, que durante mais de duas
décadas percorreram as rampas e circuitos Portugueses somando vitórias e títulos . Em
2000 Jorge Petiz anunciou que se iria retirar das competições, não participando em
nenhum campeonato e optando por algumas participações esporádicas apenas por
divertimento. No entanto, por trás destes nomes está uma estrutura que vem marcando
presença no panorama automobilístico Português há muitos anos: A S. Conrado. Com
"baterias apontadas" para a velocidadem, esta equipa está também no karting
porque a nova geração Petiz está a dar os primeiros passos. |
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Após as férias, a
S. Conrado fez um balanço sobre a forma como decorreu até agora a sua época, numa
altura em que se prepara para enfrentar as últimas provas da temporada. Envolvida em
várias frentes, a equipa cujos patrocinadores principais são a Gant e o BPN, aposta
sobretudo no futuro, como diz Jorge Petiz: "Nesta altura, a minha carreira e a do
meu irmão Alcides está já numa fase final, temos que o reconhecer. Eu próprio já
assumi que não farei mais campeonatos e apenas aparecerei aqui ou ali, conforme me der
prazer conduzir este ou aquele carro em determinadas ocasiões", esclarece,
adiantando que "o que mais me custou este ano foi despedir-me de Vila do Conde,
que foi o circuito em que comecei e onde tive algumas das minhas maiores alegrias no
desporto automóvel. Foi lá que ganhei a primeira corrida, precisamente na primeira vez
que pilotei um carro em competição. Foi com um BMW 2002, há 24 anos. Desde aí, nunca
mais parei de competir". Vila
do Conde tinha encanto, segundo Jorge Petiz o Estrela e Vigorosa Sport trabalhou muito
para que Vila do Conde fosse aquilo que foi, o sucesso deveu-se "sobretudo à
capacidade organizativa do clube que soube sempre promovê-la muita bem e criar
espectáculo para as pessoas que pagam um bilhete. Criou, nomeadamente, condições para
que as pessoas pudessem assistir às corridas perto da pista, sentadas e em segurança, o
que não acontece em todos os circuitos. Infelizmente, a Federação não segue os bons
exemplos que temos nesta matéria e nem se pode dizer que seja uma entidade promotora
porque, pura e simplesmente, não promove. De facto, há que dar mérito ao êxito
alcançado pelo Vigorosa Sport." |
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- Jorge Petiz no último Vila do Conde com o
Porsche 911 RSR
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Alegando "algum
cansaço" mas também mostrando-se crítico em relação à forma como a
velocidade evoluiu em Portugal, Jorge Petiz não hesita em apontar o dedo à Federação: "A
Federação nunca soube promover o automobilismo nacional e, dados os erros que foram
sendo cometidos, qualquer observador atento apenas poderia concluir que os seus dirigentes
nada mais querem do que acabar com o automobilismo de velocidade em Portugal. É claro que
a mim me custa, como homem dos automóveis, a admitir tal hipótese, mas não encontro
outra explicação para determinadas atitudes, como a constante alteração das regras do
jogo e a falta de verdade que houve para com equipas e marcas que investiram tão
fortemente na modalidade", acrescenta. |
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| Quanto ao balanço das provas
até agora disputadas, Jorge Petiz diz que "o que se passa no Nacional de
Velocidade nem me merece muitos comentários, pelo que disse atrás. Trata-se de uma
miscelânea de carros de diferentes idades e classes. Quanto a nós, temos procurado ter o
nosso BMW 320D nas melhores condições dentro dos regulamentos. Apesar de considerar que
não há por parte da Federação capacidade técnica para avaliar a legalidade de
determinados carros, creio que as coisas nos têm corrido bem, pois o Alcides Petiz vai
ganhando corridas na sua classe e está em segundo no campeonato". |
- Alcidez Petiz no BMW 320D
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As participações na
Mazda Cup com o MX-5 e a nos Clássicos com o Porsche 911 RSR não é mais do que "uma
forma de divertimento e de acrescentar retorno aos nossos patrocinadores, mas sem
pretensões até porque nenhum de nós está, realmente, a disputar esses campeonatos a
tempo inteiro". |
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A aposta na
nova geração |
| Assim, a grande aposta da
S. Conrado é mesmo o futuro. "Criámos a S. Conrado Júnior Team", esclarece
Petiz, "para que a família continue ligada ao desporto, mas sobretudo porque
penso que é importante para a formação dos meus filhos que, assim, têm no desporto e
naquilo que o automobilismo oferece, uma forma de auto-disciplina e de amadurecimento.
Não quero formar vedetas lá em casa, pois nunca foi essa a nossa forma de estar e a
carreira deles há-de ser o que eles quiserem. Da minha parte terão sempre o apoio que
lhes puder dar". O certo é que o
balando de dois anos no karting é altamente positivo. "O ano passado o Tiago
sagrou-se campeão da categoria Juvenil e este ano ocupa a quarta posição na Júnior.
Além disso, foi o único português a ascender este ano a uma final europeia na
categoria, o que nos deixa muito orgulhosos. Quanto ao Pedro, compete na Intercontinental
A, mesmo sem ter ainda idade para isso. A Federação autorizou-o devido à sua estatura.
E mesmo assim, ganha corridas", lembra Jorge Petiz que não esquece ter visto o
seu filho de 14 anos tornar-se este ano no mais jovem piloto de sempre a ganhar uma
corrida da categoria rainha do karting nacional. No próximo ano, Tiago Petiz e Pedro
Petiz manter-se-âo nas mesmas classes.
Resumindo, Jorge Petiz faz um balanço muito positivo da
participação de uma das mais antigas equipas nacionais numa época onde, certamente,
ainda estão por acontecer algumas vitórias e onde os pilotos da S. Conrado ainda têm
hipóteses matemáticas de alcançar três campeonatos. |
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